Sons da Recuperação transforma dor em esperança e faz da cultura um caminho de cuidado em Araguaína

 Sons da Recuperação transforma dor em esperança e faz da cultura um caminho de cuidado em Araguaína

Nos corredores onde a dor costuma ecoar em silêncio, a música abriu espaço para a esperança. Foi assim que o Sons da Recuperação tocou mais de 1.500 vidas em Araguaína, levando arte, palavra e acolhimento a quem enfrenta adoecimento e vulnerabilidade social. Em cada canção, pacientes, acompanhantes, profissionais da saúde e crianças acolhidas reencontraram um pouco de paz com o projeto.

A coordenadora do projeto, Nivea Moraes, destaca: “A música não entra só pelos ouvidos; ela chega ao coração, e quando isso acontece, algo dentro da pessoa muda. Nosso propósito é simples e profundo: oferecer presença, respeito e humanidade nos momentos em que as pessoas mais precisam.”

A arte como cuidado contínuo

As doze edições do projeto foram realizadas no Hospital Regional de Araguaína (HRA), na UNACON, referência no atendimento a pessoas em tratamento de câncer, na Casa de Apoio Glória de Morais, que acolhe pacientes oncológicos do Tocantins, e na Casa Ana Carolina Tenório, destinada a crianças que tiveram seus direitos violados.
As ações reuniram musicoterapia, rodas de conversa e escuta qualificada, fortalecendo vínculos e ressignificando experiências de adoecimento e acolhimento.

“Em cada lugar que chegávamos, percebíamos que as pessoas queriam ser vistas. Às vezes, bastava uma música ou uma palavra para quebrar o peso daquele ambiente”, relata Nivea. “Era como acender uma luz onde antes havia escuridão.”

Quando a cultura também cura

A musicoterapia, reconhecida por reduzir ansiedade, estresse e sensação de dor, tornou-se uma ponte para emoções frequentemente silenciadas no ambiente hospitalar.

“Pacientes que estavam há dias sem falar passaram a cantar; profissionais exaustos respiraram com mais leveza; crianças retraídas terminaram brincando, e isso mostra a força transformadora da cultura”, explica a coordenadora.

Além do cuidado emocional, o projeto também valorizou artistas e trabalhadores da cultura, cumprindo o papel da Política Nacional Aldir Blanc/PAAR 2024 de fomentar ações contínuas e territorializadas.

Ao transformar corredores de hospital, salas de espera e casas de acolhimento em palcos de encontros sensíveis, o Sons da Recuperação deixa como legado a certeza de que cultura e saúde caminham juntas quando o foco está nas pessoas.

“Cada voz que se abriu, cada sorriso que voltou e cada história compartilhada nos lembra que recuperar não é apenas curar o corpo, mas também reacender a esperança”, conclui Nivea Moraes.

O projeto faz parte da Política Nacional Aldir Blanc/PAAR 2024, por meio da Secretaria de Cultura e Lazer de Araguaína.

 

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